Estudantes do campo recebem certificação em Geoprocessamento e ampliam perspectivas no Marajó

 Estudantes do campo recebem certificação em Geoprocessamento e ampliam perspectivas no Marajó

Por ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação

Jovens do Ensino Médio Rural da Escola Estadual Rural de Portel, localizada na comunidade Campina, celebraram a conclusão do curso de Geoprocessamento com uso prático de GPS no campo. A certificação marca mais uma etapa importante dentro das ações do programa Novo Ensino Médio no Campo, que vem transformando a realidade educacional nas áreas rurais do município.

Durante a formação, os estudantes tiveram acesso a conteúdos teóricos e atividades práticas voltadas ao uso de tecnologias aplicadas ao cotidiano do campo. Entre os conhecimentos adquiridos, destacam-se técnicas de georreferenciamento, delimitação de áreas e organização territorial, ferramentas essenciais para o planejamento e a gestão de atividades agrícolas.

A iniciativa reforça a importância de uma educação contextualizada, que valoriza o saber local aliado à inovação tecnológica. Com isso, os jovens ampliam suas possibilidades de atuação profissional, contribuindo diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais do Marajó.

O diretor da unidade escolar, Ângelo Ferreira, destacou que o projeto vai além da formação técnica. Segundo ele, a proposta pedagógica inclui experiências práticas como o cultivo consorciado de feijão caupi, milho e horticultura regional, seguindo o modelo da pedagogia da alternância — que intercala o tempo entre escola e comunidade.

“O objetivo é proporcionar aos alunos uma nova visão da agricultura familiar, principalmente para aqueles que são filhos de ribeirinhos extrativistas. Queremos mostrar que é possível inovar e produzir de forma sustentável”, explicou o gestor.

Além do cultivo experimental, a programação inclui cursos voltados à meliponicultura e ao manejo do açaí em áreas tradicionais, fortalecendo ainda mais a conexão entre conhecimento técnico e práticas regionais.

Para a estudante do 3º ano, Graciele Lacerda, a experiência representa uma mudança significativa na realidade local. “Aqui no Rio Acuti Pereira, nossas famílias sempre trabalharam basicamente com a mandioca. Agora estamos aprendendo novas técnicas, como o consórcio de culturas, que pode melhorar nossa produção e qualidade de vida”, afirmou.

A implantação da primeira área de plantio de feijão caupi na região do Acuti Pereira, realizada no chamado “tempo comunidade”, conta com apoio da Prefeitura de Portel e de órgãos parceiros como Segaf, Emater, Sema, Setaf e a Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Breves.

A ação demonstra como a integração entre educação, tecnologia e políticas públicas pode gerar impactos positivos duradouros, abrindo novos caminhos para a juventude rural amazônica.

Fotos: Divulgação

Roberto Barbosa

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *