APIPARÁ 2026 reúne cadeia do mel em Marabá e promove concurso para valorizar a produção amazônica
Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura será realizado de 17 a 19 de setembro, durante a XXXVIII EXPOAMA; programação também terá concurso de mel e debates sobre o futuro do setor
Por REGINALDO RAMOS e ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação
Marabá será, em setembro, o ponto de encontro da apicultura e da meliponicultura paraense. Entre os dias 17 e 19 de setembro de 2026, será realizada a 21ª edição do APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura, dentro da programação da XXXVIII EXPOAMA.

Com o tema “Fortalecendo a Apicultura e Meliponicultura da Amazônia”, o evento reunirá produtores, pesquisadores, técnicos, estudantes, empreendedores e demais integrantes da cadeia produtiva do mel. A proposta é ampliar a troca de conhecimentos, estimular a inovação e contribuir para o desenvolvimento sustentável da atividade na região amazônica.
A programação será distribuída entre o Centro Universitário Anhanguera, o Parque de Exposição José Francisco Diamantino, onde ocorre a EXPOAMA, e o IFPA Campus Rural de Marabá. Ao longo dos três dias, estão previstas palestras, debates e apresentações técnicas voltadas ao aprimoramento da produção e à valorização dos produtos das abelhas.

Além da dimensão técnica e econômica, o APIPARÁ coloca em evidência a importância ambiental da atividade. A apicultura e a meliponicultura dependem diretamente da conservação da flora e, ao mesmo tempo, podem contribuir para a geração de renda no campo e para a valorização da biodiversidade amazônica.

Concurso de Mel destaca qualidade da produção
Um dos momentos de maior expectativa do APIPARÁ será o Concurso de Mel da Federação das Associações de Apicultores do Estado do Pará (FAPIC), que ocorrerá durante os três dias do congresso.
A competição tem como objetivos estimular a produção de mel de qualidade, valorizar o trabalho dos produtores, ampliar a divulgação dos produtos das abelhas e incentivar uma apicultura e uma meliponicultura cada vez mais racional, tecnológica e profissional.
O concurso terá duas categorias:
Mel de abelhas sem ferrão;
Mel de abelhas Apis mellifera.
A organização e a direção da competição são de responsabilidade da FAPIC, que pretende transformar o concurso também em uma vitrine para a qualidade e a diversidade dos méis produzidos no Pará.
Mais do que uma disputa, a iniciativa busca aproximar o consumidor da produção e mostrar que o mel amazônico pode conquistar espaço em mercados cada vez mais exigentes, especialmente quando associado à qualidade, origem, boas práticas e rastreabilidade.
Um setor com potencial para crescer
A realização do APIPARÁ em Marabá ocorre em um momento de busca por maior organização e profissionalização da cadeia produtiva. O Pará reúne condições naturais favoráveis à atividade, com diversidade de flora e diferentes ambientes capazes de sustentar a produção de mel e a criação de abelhas nativas sem ferrão.

O desafio, segundo o presidente da FAPIC, Oziel Monteiro de Souza, está em transformar esse potencial em negócios estruturados, com maior beneficiamento dentro do próprio Estado, agregação de valor, acesso a mercados e geração de emprego e renda.
É justamente nesse cenário que surge uma nova articulação empresarial para o segmento.

Pará se mobiliza para criar sindicato das indústrias do mel
Sindimel nasce com proposta de fortalecer a industrialização, qualificar produtores e agregar valor ao mel produzido no Estado
O Pará está avançando na criação do Sindicato das Indústrias de Mel (Sindimel), iniciativa que reúne apicultores, industrializadores e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA).
Em fase de fundação, a entidade pretende preencher uma lacuna na organização da cadeia produtiva e estimular a verticalização do setor, com maior beneficiamento, envase e industrialização do mel dentro do próprio Pará.
Entre as prioridades estão o fortalecimento da representação institucional do segmento, a qualificação dos produtores, o estímulo ao acesso a crédito, a abertura de novos mercados e a adoção de boas práticas de manejo, certificação e rastreabilidade.
A iniciativa conta com orientação técnica da FIEPA por meio de sua Comissão Técnica. A expectativa é que o sindicato contribua para aproximar a produção rural da indústria, permitindo que uma parcela maior do valor gerado pela cadeia permaneça no Estado.

À frente da comissão de fundação está o jornalista e produtor Reginaldo Ramos, que também vem articulando o diálogo entre a FAPIC, associações regionais e industrializadores.
“O Sindimel nasce da força das abelhas e da união dos apicultores. Nosso desafio é transformar o potencial que já temos em uma cadeia produtiva forte, organizada e que gere renda de verdade para quem está no apiário. Vamos unir, qualificar e verticalizar o mel da Amazônia paraense.”
Para Ramos, a criação da entidade representa um passo estratégico para que o Pará avance da condição de grande produtor potencial para um Estado capaz de beneficiar, industrializar e comercializar sua própria produção, ampliando a competitividade do mel amazônico.

Imprensa e agronegócio
O movimento também ganha relevância pelo acompanhamento de profissionais que atuam na divulgação do agronegócio paraense. Entre eles está o jornalista Reginaldo Ramos, um dos poucos profissionais de imprensa do Estado com atuação dedicada à cobertura e à valorização do setor produtivo.
“É fundamental mostrar que o agronegócio paraense não se resume às grandes cadeias. Existe uma enorme diversidade de pequenos e médios produtores, como os apicultores e meliponicultores, que precisam de organização, tecnologia, mercado e visibilidade. O mel é um produto da Amazônia com capacidade de gerar renda, preservar a floresta e conquistar novos consumidores”, destaca Ramos.
A presença do tema no APIPARÁ reforça justamente essa conexão entre produção, conhecimento, indústria, mercado e sustentabilidade, colocando as abelhas no centro de uma discussão que vai muito além do apiário.
Inscrições
As inscrições para o 21º APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura já estão abertas. O evento será realizado de 17 a 19 de setembro de 2026, em Marabá, durante a XXXVIII EXPOAMA.
Produtores, estudantes, pesquisadores, técnicos, empreendedores e interessados na atividade podem garantir participação por meio da plataforma Sympla.
Serviço
21º APIPARÁ – Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura
Tema: “Fortalecendo a Apicultura e Meliponicultura da Amazônia”
Data: 17, 18 e 19 de setembro de 2026
Cidade: Marabá – Pará
Evento: XXXVIII EXPOAMA
Locais: Centro Universitário Anhanguera, Parque de Exposição José Francisco Diamantino e IFPA Campus Rural de Marabá
Destaque: Concurso de Mel da FAPIC, nas categorias mel de abelhas sem ferrão e mel de Apis mellifera.

Fotos: R3 Comunicação