Feira de Artesanato do Círio (FAC) Celebra a Economia Criativa, a Cultura e a Sustentabilidade Ambiental do Pará
REGINALDO RAMOS/R3 Comunicação
A 13ª edição da Feira de Artesanato do Círio (FAC), promovida pelo Sebrae Pará em colaboração com o Governo do Estado, foi um verdadeiro espetáculo de criatividade e tradição, reunindo 250 empreendedores e atraindo um público recorde de aproximadamente 100 mil visitantes ao longo de sete dias. Com um movimento de negócios que alcançou R$ 3,3 milhões, a feira não apenas destacou o rico artesanato sustentável e inovador da região, mas também consolidou o Porto Futuro, em Belém, como um dos principais destinos turísticos, especialmente em vista da COP30, que ocorrerá em novembro na Amazônia paraense.
Em uma entrevista exclusiva ao Portal amazoniamais.tv.br, o diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno, enfatizou o sucesso do evento, que quebrou recordes em todas as suas dimensões, destacando a impressionante área de quase 5 mil metros quadrados, a maior já utilizada na história da FAC. Ele elogiou o comprometimento do governador Helder Barbalho em impulsionar os pequenos negócios, fundamentais para a geração de mais de 90% dos empregos no Estado.
A FAC 2025 apresentou uma variedade incrível de tipologias artesanais, incluindo miriti, balata, cerâmica, sementes, trançados em fibras, cuias e madeira. Além disso, o evento trouxe peças inspiradas no Círio de Nazaré, confeccionadas em técnicas como crochê e macramê. A abertura da feira foi marcada pela presença da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, apresentada pelo padre Francisco Assis, da Basílica Santuário de Nazaré, que abençoou os artesãos e colaboradores do Sebrae/PA. O governador Helder Barbalho também esteve presente, conduzindo a imagem em uma homenagem à tradição.
A feira não se limitou à exposição; ela também promoveu a comercialização de produtos da bioeconomia, bem-estar e estética, alimentos, bebidas e biojoias. Tifany Macedo, uma artesã que viajou de Soure, na Ilha de Marajó, para apresentar o artesanato marajoara, destacou que a FAC 2025 se transformou rapidamente em uma vitrine grandiosa, revelando ao mundo o rico artesanato da Amazônia.
O artesanato indígena foi um dos grandes destaques do evento, evidenciando o talento dos povos originários em criar produtos a partir dos recursos naturais. Dayse Guerreira, usando um cocar feito de penas, compartilhou que sua mãe é indígena e transmitiu a ela diversas tradições culturais, incluindo o artesanato.
Rodrigo Nascimento, que percorreu uma longa jornada de Oriximiná, no Oeste do Pará, até Belém, trouxe adereços da etnia Wai Wai, ressaltando a importância de expor a cultura de seu povo. “Estou aqui para mostrar os adereços indígenas do meu povo Waiwai”, declarou, enquanto exibia suas criações.
Isis Siqueira, vinda de Abaetetuba, trouxe a riqueza do artesanato feito com miriti e sementes de açaí, materiais que, além de serem fontes de alimentação, servem como matéria-prima para brinquedos, ornamentos e objetos que retratam a cultura ribeirinha e a fauna local. “Trabalho com joias artesanais e biojoias; esta é minha terceira participação na feira e considero uma excelente oportunidade”, afirmou Isis.
Amanda Albuquerque, representando a comunidade quilombola do Abacatal, elogiou o espaço da feira e a diversidade dos produtos, ressaltando a valorização do artesanato quilombola, especialmente os licores artesanais. “Toda a produção que estou vendendo aqui é gerada dentro da nossa comunidade, permitindo que resgatemos nossa cultura e geremos renda”, concluiu Amanda.
A FAC 2025 contou com o apoio de diversas instituições, incluindo a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), a Secretaria de Estado de Povos Indígenas (SEPI), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a Polícia Militar, a Prefeitura de Belém – Departamento de Vigilância Sanitária e a Universidade Federal do Pará (UFPA). Essa colaboração reforça o compromisso de promover a cultura e a economia sustentável na região, celebrando a riqueza e a diversidade do Pará.
Foto e vídeos: R3 Comunicação
