Amigos, familiares, artistas, jornalistas e comunicadores comparecem ao velório e sepultamento de Mário Filé

O corpo do jornalista, comunicador, ator e multiartista Mário Alberto Nascimento, conhecido como Mário Filé, foi velado no Teatro Waldemar Henrique, na Praça da República, no centro da capital paraense. O cortejo fúnebre aconteceu na manhã desta quarta-feira, 19, até o cemitério Parque Memorial Metrópole, onde ocorreu o sepultamento. O velório teve início por volta das 17h.
Jornalistas, atores, radialistas, escritores e diversos outros artistas se reuniram para dar o seu último adeus ao humorista, que integrou o elenco da famosa peça Ver-de-Ver-o-Peso na década de 80. O jornalista Reginaldo Ramos, responsável pelo Portal Amazônia+TV, comentou que a cultura e as artes do Estado do Pará ficaram mais tristes com a notícia da morte de Mário Filé, uma pessoa querida e emblemática no mundo artístico. Ele ressaltou que o artista também era roteirista e que sua ausência será profundamente sentida, não apenas por aqueles que conviveram com ele, mas também pelas novas gerações que viam nele um referencial de cultura e resiliência.
O cantor e compositor paraense Delcley Machado, a pedido da família e com a participação de amigos de Mário Filé, interpretou a canção “Caçador de Mim”, de Milton Nascimento.
Filho de Mário Filé, Arthur Nascimento relembra com exclusividade ao portal Amazônia+TV a personalidade de seu pai: “Meu pai era uma pessoa de um coração muito grande. Eu sempre o enxerguei como um grande artista, de grande importância para o País e para a arte daqui do Estado. Me alegro por ver que seu trabalho sempre foi reconhecido, prova disso, o número de pessoas que vieram aqui no velório. Espero que meu pai seja sempre lembrado da forma como ele era, um homem íntegro, alegre, caridoso, competente”, disse.
Já cantor, compositor, humorista e produtor cultural Adilson Alcântara estava visivelmente emocionado. Lembrou das apresentações de Mário Filé e que a última vez que o ator esteve no palco foi em janeiro, no seu espetáculo. “Era um homem fantástico, de um coração imenso, caridoso, alegre, que sempre estava disposto a ajudar”, declarou.
Ainda segundo Adilson eles planejavam fazer um espetáculo para o ano todo em preparação à COP 30 que se realizará neste ano em Belém. Inclusive, segundo o músico, Mário Filé lançou um personagem inédito, a Garça Namoradeira. “É uma dor muito grande, a arte está de luto, parece que está faltando um pedaço da arte”, acrescentou.
Fotos: R3 Comunicação
