O Festival da Gó, em Quatipuru, foi um verdadeiro sucesso em julho de 2026, celebrando a cultura local, o turismo e o fortalecimento da economia da região.

 O Festival da Gó, em Quatipuru, foi um verdadeiro sucesso em julho de 2026, celebrando a cultura local, o turismo e o fortalecimento da economia da região.

Por Reginaldo Ramos / R3 Comunicação

O distrito de Boa Vista em Quatipuru, nordeste paraense, mais uma vez se tornou o cenário do animado e tradicional “Festival da Gó”, que traz uma vibrante energia ao mês de julho. Esta 42ª edição consolidou-se como um dos principais impulsionadores da economia local, dinamizando a cadeia produtiva do pescado e atraindo turistas da capital e de toda a região do Salgado.

Realizado sempre em julho, o festival destaca a pescada gó, abundante nesta época do ano, e é fundamental para o sustento de centenas de famílias de pescadores da região. Além de promover a produção pesqueira, a festividade gera renda direta para hotéis, pousadas, restaurantes e o comércio local, criando um ciclo econômico benéfico para a comunidade.

Valdenor da Luz, presidente da Associação de Pescadores e Marisqueiros de Quatipuru (APEMAQ), enfatizou ao Portal amazoniamais.tv.br que a pesca é a base econômica e alimentar do município. Segundo ele, a cadeia produtiva da pesca é o motor econômico e cultural de Quatipuru, consolidando-se como um dos grandes polos da pesca artesanal no nordeste paraense. O impacto dessa atividade vai além do sustento das famílias ribeirinhas; ela movimenta toda uma cadeia produtiva, desde os estaleiros artesanais até o comércio de gelo, transporte e mercados locais. A captura da pescada gó não apenas abastece a região, mas também projeta o nome de Quatipuru no cenário gastronômico e turístico do Pará.

A programação do festival é uma rica fusão de tradição e entretenimento. Com a comercialização do pescado como ponto central, o evento oferece shows musicais, apresentações culturais, competições esportivas, som de aparelhagens e uma praça de alimentação que exalta a culinária regional, com pratos à base de peixe.

O pescador José Borges da Costa, conhecido no distrito de Boa Vista como Tronco, ressaltou que o Festival da Gó revela a força da pesca artesanal, celebrando a safra da pescada gó e movimentando a economia local por meio do turismo e da culinária. Ele compartilhou que a novidade deste ano foi a “Porfia de Canoas a Velas”, uma competição náutica incluída na programação, que contou ainda com o tradicional Remo e Paysandú, saindo o Paysandú local vencedor com um placar de 1×0. “Essa combinação atrai visitantes e movimenta toda a infraestrutura turística do distrito, proporcionando uma experiência única”, concluiu Tronco.

Para os habitantes, o “Festival da Gó” representa mais do que uma simples celebração; é uma chance valiosa de promover a produção local, criar empregos temporários e consolidar Quatipuru como um ponto relevante no calendário cultural e turístico do Pará. Um exemplo é José Tavares, morador, pescador e torcedor do clube Remo, que se beneficia da ocasião como vendedor e escamador de peixes no principal mercado da cidade durante toda a festividade.

Já a cabeleireira Cristina Negrão deixou Ulianópolis, um município no sudeste do estado, para participar do Festival da Gó, em Boa Vista, acompanhada de toda a sua família. Ela se emocionou ao expressar a nossa reportagem, a sua grande satisfação em celebrar em família a festa mais popular da região. Cristina destacou que o mês de julho traz benefícios econômicos e turísticos para o município, alegrando tanto os visitantes quanto os moradores locais.

O Técnico de Segurança no Trabalho, Ediner Junior, conselheiro fiscal do Instituto Guardiões da Vida, destacou ao Portal amazoniamais.tv.br que o “Festival da Gó” reafirma a identidade pesqueira do município e demonstra como a cultura popular pode harmonizar-se com o desenvolvimento econômico local. Além disso, o distrito de Boa Vista se destaca como um excelente destino para o ecoturismo, com sua rica biodiversidade de manguezais, culinária de peixes frescos e paisagens litorâneas preservadas, ideais para o lazer e o contato com a natureza.

A região de Boa Vista em Quatipuru está ligada à Reserva Extrativista (Resex) Filhos do Mangue, uma unidade de conservação federal criada para proteger os ecossistemas costeiros e apoiar as famílias locais, abrangendo cerca de 40 mil hectares entre os municípios de Quatipuru, Primavera e Salinópolis. A população da área depende da pesca artesanal, cata de caranguejo e uso sustentável dos recursos do manguezal.

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