Projeto TAU: Impulsionando a Logística Brasileira com um novo porto offshore no Pará
Por REGINALDO RAMOS/R3 Comunicação
A Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) e o Instituto de Estudos Estratégicos da Amazônia-IE2A realizaram na manhã da sexta-feira, 22, a apresentação do projeto “TAU”, que propõe a implementação de um porto offshore no Estado do Pará. Com características de um hub port, o empreendimento visa desobstruir os corredores Centro-Norte e Norte de Transportes, facilitando importantes empreendimentos estratégicos.O insitituto vem trabalhando essa ideia do Projeto TAU há pelo menos dois anos.

O evento contou com a participação de representantes de empresas de logística e oficiais das forças armadas do Brasil, que acompanharam atentamente as palestras sobre temas relevantes para o setor.
Francisco Matos, presidente do Instituto de Estudos Estratégicos da Amazônia, enfatizou a relevância do projeto para o Estado do Pará e o impacto positivo que seus terminais podem ter na economia do continente sul-americano.
José Maria Mendonça, presidente do Centro das Indústrias do Pará (CIP), destacou que a proposta foi desenvolvida com base nas necessidades de um porto concentrador de cargas, possuindo terminais especializados para atender os principais perfis vocacionais das cargas movimentadas no norte do Estado e do Brasil.
O Capitão Alexandre Batista Pimentel, comandante da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, mencionou ao Portal amazoniamais.tv.br que a identificação de áreas com grande potencial para novos empreendimentos portuários representa um avanço significativo na infraestrutura de transportes no Brasil. Ele observou que a iniciativa demonstra a intenção do setor público de estruturar a cadeia logística, que atualmente enfrenta grandes desafios, ineficiências e vários estrangulamentos.

É importante ressaltar que os investimentos em áreas estratégicas, como o porto proposto, têm seu retorno garantido em médio prazo, dada a elevada pressão da demanda reprimida por infraestrutura no setor de transporte. Além disso, o projeto proporcionará benefícios sociais, ambientais e econômicos diretos e indiretos a diversas regiões do Brasil, não se limitando apenas à Amazônia, que já justificaria a viabilidade do empreendimento.
Fotos e vídeos: R3 Comunicação
