“Expedição Iaraçu: Uma Viagem Científica pela Amazônia”

 “Expedição Iaraçu: Uma Viagem Científica pela Amazônia”

REGINALDO RAMOS e PEDRO MEDINA/R3 Comunicação

Nesta quarta-feira, 27, no Centro de Eventos Benedito Nunes, localizado no Campus Básico da UFPA em Belém, um grupo de cientistas brasileiros e franceses revelou detalhes empolgantes sobre a caravana fluvial Iaraçu. Esta iniciativa, que une os governos dos dois países, visa promover redes de conhecimento científico na rica e diversa região amazônica.

O programa, que lançou edital no início do mês para submissão de projetos, está programado para iniciar uma expedição a partir de Manaus no dia 27 de outubro. O percurso fluvial se estenderá até Belém, que será a sede da COP30, conferência climática da ONU, marcada para 20 de novembro. Uma embarcação equipada com 14 camarotes acomodará 28 cientistas e agentes culturais, que se revezarão durante a jornada. O barco navegará lentamente, fazendo paradas estratégicas em diversos pontos, permitindo incursões por terra.

Naziano Filizola, geólogo e cientista da UFAM, que está à frente da coordenação do projeto, destacaram a nossa reportagem que a intenção do projeto é que instituições de pesquisa levem conhecimento científico diretamente às comunidades amazônicas. Através de uma plataforma navegável, a equipe recolherá depoimentos ao longo de 25 dias, contribuindo para a construção de uma ciência que dialogue com as realidades locais. O projeto envolve, inicialmente, as universidades federais do Pará e do Amazonas, além do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica, que abrange Amapá e Guiana Francesa. Entretanto, as submissões de projetos não se restringem a essas instituições, permitindo a participação de estudantes e pesquisadores de qualquer universidade do Brasil, desde que alinhados à temática da expedição.

Gilmar Pereira da Silva, reitor da UFPA, compartilhou com o Portal amazoniamais.tv.br que a “Expedição Iaraçu” tem como missão difundir conhecimentos sobre mudanças climáticas e questões socioambientais para os habitantes da região. Em contrapartida, a expedição buscará mapear como as populações ribeirinhas ao longo do Amazonas, o maior rio tropical do mundo, estão enfrentando a crise climática e os desafios do desenvolvimento socioeconômico. Gilmar enfatizou a relevância desse projeto tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade em geral.

Anne Loyout, Comissária de Temporada França-Brasil, acrescentou que um dos principais objetivos da caravana Iaraçu é fomentar a ciência participativa, promovendo a cooperação franco-brasileira na Amazônia.

Embora o volume de recursos destinados à caravana ainda não tenha sido revelado, espera-se que os detalhes financeiros sejam definidos após o fechamento do edital para projetos de pesquisa. O projeto é financiado do lado francês pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) e, do lado brasileiro, por instituições federais, incluindo as agências de fomento à pesquisa Capes e CNPq.

Os pontos de parada definidos para a expedição incluem as principais cidades e centros estratégicos entre as capitais do Amazonas e do Pará: Manaus, Itacoatiara, Parintins, Óbidos, Alter do Chão, Almeirim, Porto de Moz, Gurupá, Breves e, finalmente, Belém.

Fotos e vídeos: R3 Comunicação

Roberto Barbosa

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