Começa o ciclo de mais de 30 horas da Jornada COP+ da FIEPA com o 2º Hackathon

 Começa o ciclo de mais de 30 horas da Jornada COP+ da FIEPA com o 2º Hackathon

ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação

Começou nesta quarta-feira (10), nas dependências do Senai, no bairro do Marco, em Belém, e segue até sábado (13), o 2º Hackathon da Jornada COP+, que busca soluções para a descarbonização do setor mineral na Amazônia. Organizado por Adriano Lucheta, diretor do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM) e líder do Comitê de Transformação Digital e Inovação da Jornada COP+, o evento tem como tema a “Mineração sustentável para uma economia de baixo carbono”.

Adriano Lucheta explicou o que vem a ser o Hackathon, pois muitas pessoas não sabem o que significa. O Hackathon “é uma maratona de inovação, que vem da junção de duas palavras do inglês que é o hacker, mas não o hacker do mal, que invade sistemas, mas o hacker do bem, e maratona que é o marathon. A ideia surgiu no final da década de 80, quando programadores se reuniam para resolver problemas e ficavam imersos até encontrarem uma solução, e essa metodologia foi adotada por outras áreas, a indústria farmacêutica, de alimentos, aeronáutica e virou uma ferramenta muito difundida pra quando se precisa formular ou resolver uma ideia. Então, no nosso caso, vamos tentar encontrar uma solução para a questão do baixo carbono, tema central do 2º Hackathon da Jornada COP+”, disse o engenheiro. Ele acrescentou que as equipes terão apoio dos mentores, professores, pesquisadores e, assim, serão formuladas três ideias para a descarbonização no sistema minerário da região amazônica.

IMERSÃO

Ao longo de 33 horas trabalhos, os participantes formarão várias equipes que terão de apresentar uma solução viável e econômica para que a mineração se desenvolva de forma sustentável e com uma economia de baixo carbono. Os trabalhos serão selecionados. O primeiro lugar receberá um prêmio de R$ 20 mil, o segundo, R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil.

Participam do 2º Hackathon da Jornada COP+ a senhora Thais Haber, assessora de inovação do Instituto Senai de Inovação, e José Finocchio Júnior, inventor do Project Model Canvas.

Segundo Adriano Lucheta, foram abertas 50 vagas para 2º Hackathon. Profissionais, estudantes e pesquisadores terão 33 horas de imersão para desenvolver projetos voltados à descarbonização do setor mineral e concorrerão a prêmios de até R$ 20 mil.

Um hackathon é um evento para desenvolvimento de soluções inovadoras, no qual pessoas com diferentes habilidades se reúnem para criar projetos em um curto período de tempo, em formato de competição. Serão formadas equipes em torno das ideias apresentadas e, com o apoio de mentores especializados em tecnologia, negócios e design, as propostas serão estruturadas em busca de soluções inovadoras.

Os projetos abordam alterações da matriz energética, transformação digital e inovação, economia circular, eficiência logística, monitoramento de emissões e captura de carbono.

Realizado pela Jornada COP+, o movimento da Federação das Indústrias do Estado do Pará pela transição justa na Amazônia brasileira, o Hackathon premiará os três melhores projetos, além de oferecer mentoria do Instituto SENAI de Inovação. O evento tem correalização da Hydro e patrocínio super master da Vale.

Caio Fanha, um dos palestrantes do 2º Hackathon da Jornada COP+, explicou que esse é um evento de inovação pelo qual, até sábado, tentará se fazer construções focadas na mineração com foco na questão do carbono. Com efeito, as pessoas, as equipes participantes e concorrentes, tentarão resolver o desafio que se trás, como se cada uma fosse uma empresa. Quem apresentar a melhor solução será o vencedor.

Fanha fez uma palestra mostrando o lado positivo e o lado negativo de quem faz a empresa. Quem quer trabalhar, quem quer atrapalhar e quem não busca a melhor solução, a melhor saída.

EDIÇÃO ANTERIOR

Na primeira edição, os projetos vencedores foram Juma, Bioverniz e Ecobim, que ganharam visibilidade e seguiram em desenvolvimento, atraindo investidores e aceleradoras. A expectativa é que os vencedores desta segunda edição também avancem na aplicação prática de suas ideias.

Fotos: Nazaré Sarmento/vídeos: R3 Comunicação

Roberto Barbosa

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