Parceria inovadora para o Desenvolvimento Sustentável do Marajó: Sudam Vale e Prefeituras em Busca de um Futuro Melhor

 Parceria inovadora para o Desenvolvimento Sustentável do Marajó: Sudam Vale e Prefeituras em Busca de um Futuro Melhor

Texto Reginaldo Ramos e Pedro Medina/R3 Comunicação

A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em colaboração com a mineradora Vale e as prefeituras do arquipélago do Marajó, está estabelecendo uma parceria inovadora para impulsionar ações de desenvolvimento sustentável na região. O principal objetivo dessa aliança é promover o crescimento econômico, enquanto se assegura a dignidade e a melhoria da qualidade de vida da população local. As iniciativas visam fomentar cadeias produtivas significativas, como cacau, açaí, óleos vegetais e biotecnologia, consolidando o potencial da Amazônia para gerar riqueza sem comprometer a preservação ambiental. Esta colaboração estratégica se concentra na execução de projetos concretos que atendam às necessidades prioritárias do arquipélago, com ênfase na melhoria da qualidade de vida, no aumento da produtividade e no fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

Em uma reunião realizada na manhã de segunda-feira, 22 de setembro, entre prefeitos da região e o superintendente da Sudam, Paulo Rocha, foram discutidas a implementação de três entrepostos berçários para a criação e manejo de alevinos, além da construção de viveiros de mudas de espécies frutíferas em diversos municípios do Marajó. Na ocasião, o superintendente da Sudam apresentou diversos produtos oriundos do açaizeiro como o vinho do açaí, e explicou o uso do caroço para obter substâncias oleaginosas, para combustão em caldeiras e em fornos de fabricação de farinha. Segundo Paulo Rocha, a parceria pretende desenvolver uma agenda que inclua a qualificação de produtores e o incentivo a atividades como a criação de viveiros de mudas e a promoção da piscicultura na região.

Ao Portal amazoniamais.tv.br Paulo Rocha ressaltou que o “Plano do Marajó” foi elaborado e divulgado a partir de seminários conduzidos pela Sudam, com a participação e contribuição de múltiplos atores, incluindo movimentos sociais, agricultura familiar, instituições de ensino e pesquisa, além de entidades públicas e privadas. As metas delineadas focam em demandas urgentes que precisam ser enfrentadas, organizadas em oito eixos, visando o fortalecimento da economia local, a melhoria da governança pública em níveis municipal, estadual e federal, e a participação ativa da iniciativa privada, sempre com a conservação dos recursos naturais em mente para reduzir as desigualdades sociais no Marajó.

O secretário executivo da Associação dos Municípios do Marajó (Amam), Guto Gouvêa, enfatizou que o encontro representa um avanço significativo no alinhamento de estratégias para o crescimento sustentável e a cooperação entre os governos municipais, a Sudam e a sociedade marajoara.

Por sua vez, o atual presidente da Amam, Clebinho Rodrigues, destacou em entrevista ao Portal amazoniamais.tv.br que os desafios do Marajó transcendem a mera preservação da floresta, abrangendo a urgente necessidade de melhorar a qualidade de vida de cerca de 600 mil pessoas que habitam uma região que registra alguns dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

O prefeito de Cachoeira do Arari, Jaime Barbosa, elogiou a iniciativa da Sudam e da mineradora Vale em desenvolver um planejamento regional mais participativo, que integre a população do Marajó, respeitando as especificidades de cada município. Ele enfatizou: “É fundamental que o crescimento econômico esteja vinculado à distribuição de renda, à criação de oportunidades e ao fortalecimento das cadeias produtivas locais.”

Aharon Alcolumbre, diretor de Promoção de Desenvolvimento Sustentável da Sudam, afirmou a nossa reportagem que a Sudam tem adotado uma metodologia participativa, reunindo cooperativas, associações, trabalhadores rurais, pesquisadores e gestores públicos para definir prioridades e traçar caminhos conjuntos. Essa abordagem visa garantir que o desenvolvimento seja construído a partir da realidade de cada território, valorizando o conhecimento local e a identidade amazônica. “As políticas públicas para o desenvolvimento do Marajó são essenciais para enfrentar os desafios da região e promover um futuro sustentável para todos”, finalizou Alcolumbre.

Fotos e vídeos: R3 Comunicação

Roberto Barbosa

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