AgriZone apresentou o “Cacau Brasil Agrofloresta” que visa promover sustentabilidade e mitigar desmatamento nas regiões amazônica e atlântica.

 AgriZone apresentou o “Cacau Brasil Agrofloresta” que visa promover sustentabilidade e mitigar desmatamento nas regiões amazônica e atlântica.

REGINALDO RAMOS / R3 Comunicação

Edição de vídeo: Brenda Ramos

A AgriZone continua a debater intensamente assuntos relacionados ao setor produtivo, especialmente no contexto da COP30 em Belém, com foco em temas como sustentabilidade, tecnologias de baixo carbono e a integração entre produção agrícola e preservação ambiental.

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) compartilhou o projeto “Cacau Brasil Agrofloresta” durante o painel “Os Biomas Floresta Amazônica e Mata Atlântica”, promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) na quarta-feira (19) de novembro, na AgriZone, Embrapa Amazônia Oriental.

O “Cacau Brasil Agrofloresta”, foi lançado por meio de uma parceria envolvendo IICA, Ceplac e o Fundo Verde para o Clima. O objetivo da apresentação foi detalhar o processo de desenvolvimento e estruturação da iniciativa, concebida em alinhamento aos compromissos do Brasil no Acordo de Paris, à crescente pressão por desmatamento na região e à necessidade de preservar a biodiversidade desses biomas envolvendo sistemas agroflorestais na produção de cacau.

O superintendente da Ceplac, Raul Guimarães, destacou ao Portal amazoniamais.tv.br a importância do painel debatido para fortalecer a produção do cacau no Pará e mencionou a participação da Ceplac na construção de políticas públicas para a cacauicultura na Amazônia. Ele reafirmou que ampliar crédito, fortalecer a assistência técnica e investir em pesquisa são pilares essenciais para que o cacau em sistemas agroflorestais contribua para mitigar emissões, gerar renda e expandir a produção sustentável no país.

Romélia Souza, especialista em projetos de cooperação técnica internacional do IICA, destacou ao Portal amazoniamais.tv.br que a iniciativa busca reverter a tendência de desmatamento a partir do plantio direto de cacaueiros em sistemas agroflorestais (SAFs) no Pará e na Bahia, utilizando tecnologias voltadas à produção sustentável. O projeto terá duração de quatro anos e contará com investimentos de US$ 31 milhões, sendo mais de US$ 23 milhões provenientes do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões da Ceplac. A expectativa é implantar mais de 12 mil hectares em SAFs e sequestrar cerca de cinco milhões de toneladas de carbono.

O prefeito de Anapu, Luiz Carlos, participou do painel “Cacau Brasil Agrofloresta” defendendo a industrialização e a verticalização da produção de cacau no Pará. Ele destacou a nossa reportagem a importância da cacauicultura para a economia paraense e na preservação da floresta amazônica. Anapu apresentou dois projetos durante a conferência e garantiu espaço no estande destinado às prefeituras, onde estão sendo expostos os produtos do município e suas potencialidades. O prefeito de Anapú destacou o painel como um ponto focal para discutir as práticas agroflorestais na produção de cacau e a importância de enfrentar a pressão crescente por desmatamento na região.

Durante a apresentação do painel, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz, defendeu a produção de cacau e elogiou O IICA, Ceplac e a Embrapa em propor na AgriZone parcerias para a transformação da economia agropecuária do Pará, destacando a importância da ciência e tecnologia na sustentabilidade e na mitigação das mudanças climáticas.

Para Rafael Moisés Alves, pesquisador da Embrapa, os estudos científicos e a inovação tecnológica são fundamentais para a agricultura sustentável e a combinação de produção, conservação ambiental e segurança alimentar. De acordo com ele, a AgriZone, promovida pela Embrapa e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, é um espaço dedicado a esses temas, onde pesquisadores e convidados participam de discussões e apresentações sobre soluções sustentáveis. A programação técnica da AgriZone abrange desde o uso de agrominerais regionais até a recuperação de pastagens degradadas e a gestão racional da água. Essas discussões são parte de um esforço coletivo para desenvolver insumos que reduzam a dependência externa de fertilizantes e promovam a sustentabilidade ambiental. Ao portal amazoniamais.tv.br Rafael destacou os sistemas agroflorestais como exemplo de sustentabilidade na Amazônia.

O deputado Fabio Freitas, presente no evento da agriZone, mencionou a produção de cacau no Pará e parabenizou a Embrapa por colocar na COP30, uma vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional, montada para mostrar soluções em agricultura sustentável. A nossa reportagem, Freitas falou sobre a produção de cacau no Pará, destacando a importância do cacau como um pilar para o desenvolvimento da bioeconomia do estado. Freitas mencionou que o cacau é fundamental para o desenvolvimento da bioeconomia no Pará, especialmente a partir do momento em que ele é verticalizado na Amazônia, e que a transformação do cacau em subprodutos altamente rentáveis, como o chocolate, contribui para a geração de riqueza na Amazônia.

O produtor Michinore Konagano visitou o campo de experimentos da AgriZone e na ocasião destacou ao amazoniamais.tv.br a importância econômica da produção de cacau no Pará. Na avaliação de Michinori Konagano o sistema agroflorestal é de fundamental importância no desenvolvimento sustentável da Amazônia por simular a floresta nativa incluindo a plantação de cacau junto com outros frutos como açaí, cupuaçu, banana e até castanhas. Ele ressaltou que o cacau de Tomé-Açu é reconhecido pelo selo de Indicação Geográfica do INPI, que atesta a qualidade e as características do produto da região. “O Cacau Brasil Agrofloresta, utiliza sistemas agroflorestais (SAFs) para combinar a produção de cacau com a conservação da floresta, a mitigação climática e a geração de renda para agricultores familiares”, finalizou Michinore.

A bióloga Márcia Maués participa da Agrizone, demonstrando a importância da polinização na fruticultura, especialmente no cacau. De acordo com ela, a polinização é um serviço ecossistêmico essencial para a produção de alimentos, e a presença de vegetação nativa próxima às áreas cultivadas é crucial para garantir a presença de polinizadores e, consequentemente, a produtividade e a qualidade dos cultivos. “A restauração de áreas naturais e a conservação da biodiversidade são estratégias que podem aumentar a produção agrícola e a segurança alimentar, beneficiando tanto a agricultura quanto a conservação ambiental”, finalizou Marcia.

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No contexto da COP30, o painel “Cacau Brasil Agrofloresta”, fez parte de uma série de discussões na AgriZone sobre o futuro da agropecuária no Pará, no Brasil e na América do Sul, abordando temas como a produção sustentável, a adaptação climática e a importância de soluções conjuntas que unam diferentes biomas do país.

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