Adepará intensifica fiscalização e apreende dois mil litros de polpa de açaí irregular na região do Baixo Amazonas, no Estado do Pará
Por ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação
Uma operação de fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará resultou na apreensão de cerca de 2 mil litros de polpa de açaí sem procedência comprovada durante ação realizada na Base Fluvial Integrada Candiru, localizada no estreito de Óbidos, região estratégica do Baixo Amazonas.
A abordagem ocorreu em duas embarcações oriundas do município de Codajás, onde os fiscais encontraram aproximadamente mil sacas de açaí em caroço e o volume de polpa irregular. Após inspeção técnica, o fruto in natura foi liberado mediante apresentação de nota fiscal, mas os responsáveis foram orientados a regularizar o cadastro da unidade produtiva junto ao órgão estadual.
Já a polpa de açaí foi totalmente apreendida por não possuir selo de identificação, documentação fiscal nem registro de inspeção sanitária — exigências fundamentais para garantir a qualidade e a segurança do alimento que chega à mesa do consumidor.

Controle rigoroso e rastreabilidade
A Adepará reforça que o transporte de produtos vegetais dentro do estado exige a emissão da Guia de Trânsito Vegetal (GTV), documento que assegura a origem e as condições sanitárias da carga. A ausência desse controle compromete a rastreabilidade e eleva os riscos de irregularidades na cadeia produtiva.
Segundo a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, a fiscalização tem papel essencial na proteção da saúde pública e no ordenamento do setor. De acordo com ela, produtores e comerciantes que trazem açaí de fora do Pará devem obrigatoriamente buscar regularização junto ao órgão para garantir o monitoramento adequado.

Risco à saúde e combate à informalidade
Além da procedência, outro ponto crítico é o cumprimento das boas práticas de fabricação. O selo de inspeção atesta que o produto passou por processos como o branqueamento, etapa fundamental para reduzir o risco de contaminação pelo protozoário causador da Doença de Chagas.
A ausência desse procedimento representa ameaça direta à saúde do consumidor, especialmente em períodos considerados mais críticos para contaminações.

Vigilância permanente
A ação contou com o apoio da Base Fluvial Integrada Candiru, que atua no monitoramento de cargas que circulam pela região amazônica. A operação reforça o trabalho integrado entre órgãos de fiscalização no combate à informalidade e na garantia da segurança alimentar.
A Adepará segue intensificando as ações em pontos estratégicos do estado, com foco na orientação dos produtores e no cumprimento das normas sanitárias, buscando assegurar a qualidade de um dos produtos mais emblemáticos da região: o açaí.
Fotos: Agência Pará
