Pátria amada, Brasil

 Pátria amada, Brasil

Por PEDRO MEDINA/R3 Comunicação

Quando éramos crianças, os livros de História nos apresentavam a figura do Imperador D. Pedro I, erguendo sua espada e rompendo com Portugal ao brado de “Independência ou Morte!”. Era uma imagem que nos enchia de orgulho e despertava, desde cedo, um sentimento de pertencimento.

Essa cena, tão gravada no imaginário dos brasileiros, foi eternizada por Pedro Américo no quadro Independência ou Morte, concluído em 1888, mais de 50 anos depois do episódio. Na pintura, D. Pedro aparece cercado por sua comitiva e pela Guarda de Honra, em trajes solenes, às margens do riacho do Ipiranga, então nos arredores da cidade de São Paulo. Mais do que um registro fiel daquele instante, a obra tornou-se uma representação grandiosa de um dos momentos fundadores da nossa História.

Nascia ali, simbolicamente, uma nação brasileira livre e soberana, senhora de seu próprio destino.

Depois, já jovens, passamos a conhecer as agruras da família real portuguesa, que transferiu a corte para o Brasil em 1808, diante da invasão de Portugal pelas tropas do implacável Napoleão Bonaparte. Anos mais tarde, já em um Brasil independente, nasceria no Rio de Janeiro, em 1825, D. Pedro II: um imperador erudito, intelectual, interessado nas ciências, na cultura e defensor da natureza. Carioca da gema, como se dizia antigamente.

Quase meio século depois de seu nascimento, em 1872, o primeiro recenseamento geral do país registrava cerca de 9,9 milhões de habitantes. Desse total, mais de 1,5 milhão de pessoas ainda viviam sob o regime da escravidão. O levantamento registrava também cerca de 400 mil pessoas na categoria então denominada “caboclos”, utilizada à época para identificar indígenas, embora aqueles números estivessem longe de retratar integralmente a população dos povos originários.

Ao longo de pouco mais de dois séculos de vida independente, essa formação plural e multiétnica se somou à dimensão continental do território, às terras férteis, às imensas florestas, à extensa costa oceânica, aos campos e às várzeas. O resultado é um país de importância extraordinária para o planeta. O Brasil possui hoje a maior biodiversidade do mundo e ocupa posição estratégica tanto na preservação ambiental quanto na produção mundial de alimentos.

Estudos da Embrapa estimam que a produção agropecuária brasileira contribua para alimentar cerca de 10% da população mundial. Somos hoje mais de 214 milhões de brasileiros e estamos entre as sete maiores populações do planeta. E, mesmo diante de nossas dificuldades e contradições, uma pesquisa do Datafolha mostrou que cerca de 80% dos brasileiros ainda afirmam sentir orgulho de seu país.

Nesta Semana da Pátria, esta página faz uma deferência ao Brasil e, principalmente, ao seu povo. Somos um povo aguerrido, que trabalha, luta e não desiste facilmente. Precisamos de pessoas honestas, comprometidas com o interesse coletivo e capazes de olhar para o país acima das conveniências pessoais.

E, neste ano de eleições, temos novamente nas mãos um dos instrumentos mais importantes da democracia: o voto. Que saibamos exercê-lo com consciência, responsabilidade e sabedoria.

Viva o Brasil. Viva a democracia!

Roberto Barbosa

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