A COP30 e o Compromisso Climático do Grupo MAPFRE: Uma Nova Era de Sustentabilidade
REGINALDO RAMOS / R3 Comunicação
Colaboração: ASCOM – MAPFRE
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) foi oficialmente encerrada em 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará, no Brasil. Iniciada em 10 de novembro, a conferência culminou em discussões e negociações sobre o futuro climático global, estabelecendo 2030 como um marco vital para intensificar ações climáticas, com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme preconizado no Acordo de Paris.

A COP30 no Brasil destacou a urgência de ações imediatas nesta década para mitigar consequências climáticas irreversíveis, definindo um compromisso claro para acelerar a transição dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) em direção a fontes de energia renovável. A meta global para 2030 inclui triplicar a capacidade de energia renovável e dobrar a eficiência energética.

Avanços significativos foram feitos na operacionalização do fundo de Perdas e Danos, com propostas que visam estabelecer um sistema de proteção global reconhecendo os impactos climáticos já em curso. A conferência também enfatizou a necessidade de aumentar o financiamento climático para apoiar a adaptação e mitigação em países em desenvolvimento.

Nesse cenário, o Grupo MAPFRE teve uma participação destacada na Casa do Seguro, onde apresentou uma programação intensa com a presença constante da empresa, promovendo painéis que refletiram sobre o papel do setor de seguros frente aos desafios climáticos globais. Os debates reuniram representantes do governo, academia e mercado financeiro, focando na adaptação climática e na criação de instrumentos financeiros que impulsionem a transição sustentável no Brasil.

Durante sua participação na COP30, a seguradora MAPFRE lançou um inovador modelo de seguro ambiental, destinado a proteger projetos florestais e garantir a estabilidade dos programas de créditos de carbono no Brasil. Esta solução inédita no mercado assegura áreas de restauração e reflorestamento contra incêndios, promovendo a recomposição da vegetação nativa e a manutenção da capacidade de sequestro de carbono das árvores, um passo fundamental para fortalecer a bioeconomia e o mercado de carbono no país.
A diretora corporativa de Sustentabilidade do Grupo MAPFRE, Mónica Zuleta, concedeu uma entrevista exclusiva ao diretor executivo do Global Institute for Peace (GLIP-USP) e colaborador do Portal amazoniamais.tv.br, Gerson Damiani. Na conversa, Mónica destacou as atividades do Grupo MAPFRE e reafirmou o compromisso da seguradora com a agenda climática internacional. “A participação na conferência foi um momento crucial para a companhia. A sustentabilidade é um pilar estratégico para nós”, afirmou, detalhando metas climáticas ambiciosas. “Nosso objetivo é ser uma empresa neutra em carbono até 2030. Este ano, compensaremos 80% de nossas emissões e em 2050 teremos a meta de neutralidade total”, explicou Mónica. Ela enfatizou que a transição energética e a criação de ambientes resilientes exigem um esforço colaborativo. “Esse desafio não pode ser encarado apenas pelo setor privado; é uma urgência que deve envolver o setor público, a academia e a sociedade civil”, concluiu.

Mónica também moderou um painel sobre adaptação climática e finanças sustentáveis, onde reiterou o compromisso da seguradora com a agenda climática e a necessidade urgente de transformação ambiental. Durante o painel, ela apresentou um estudo global sobre mudanças climáticas desenvolvido pela empresa, que analisa riscos extraordinários e sugere diretrizes para políticas públicas.

Ainda na agenda da COP30, o diretor de Análise, Estudos Setoriais e Regulamentação da MAPFRE, Ricardo González García, apresentou o estudo global sobre mudanças climáticas, ressaltando que a pesquisa examina riscos extraordinários e propõe caminhos para políticas públicas. “Este estudo busca analisar todas as perspectivas que podem impactar o setor em relação às mudanças climáticas e aos riscos extraordinários”, afirmou. Ricardo também sublinhou a importância de reduzir a lacuna de proteção, especialmente em países emergentes. “Nosso objetivo é oferecer uma pauta de políticas públicas que possam ajudar a fechar a lacuna de proteção que persiste”, concluiu.