A Revolução da Inovação: O Papel Estratégico da Região Norte na Construção de Soluções para o Brasil

 A Revolução da Inovação: O Papel Estratégico da Região Norte na Construção de Soluções para o Brasil

Texto: R3 Comunicação / ASCOM FIEPA

A região Norte do Brasil tem se destacado como um protagonista no cenário nacional de inovação, especialmente devido ao seu imenso potencial nas áreas de bioeconomia, energia limpa e cadeias produtivas sustentáveis. Na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em Belém, a Jornada Nacional da Inovação – etapa Norte, realizada nesta quarta-feira (11), marcou o encerramento de uma caravana que percorreu diversas cidades nas cinco regiões do país, discutindo estratégias e soluções para fortalecer a inovação no setor produtivo.

Promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a FIEPA e outras federações industriais da região, a jornada reuniu representantes de diferentes setores sociais para debater desafios e propor soluções inovadoras.

Durante a abertura, o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, enfatizou a necessidade de avançar na agregação de valor à produção local e no fortalecimento de uma cadeia de inovação que transforme o potencial amazônico em desenvolvimento econômico. “Devemos nos afastar da posição de meros fornecedores de insumos não processados e nos empenhar em construir uma cadeia de inovação e novos negócios, respeitando nossas características regionais e ancestralidades”, declarou Carvalho.

O evento também destacou as vantagens competitivas da Amazônia para a inovação e o desenvolvimento sustentável. Dados apresentados revelaram que, em 2025, os portos do Arco Norte liderarão o crescimento portuário do Brasil, com um aumento de 10,33% e movimentação de 163,3 milhões de toneladas. O transporte hidroviário, por sua vez, destaca-se por reduzir até 95% das emissões de carbono em comparação ao modal rodoviário. Além disso, a região abriga 30% dos minerais críticos do Brasil e 22% das reservas globais de níquel, lítio e grafite, insumos essenciais para a transição energética.

Jefferson Gomes, Diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, reforçou a importância da colaboração entre grandes indústrias e pequenos negócios para impulsionar a inovação no Brasil. “Estamos inseridos em um sistema sustentado por investimentos industriais que geram resultados. No Brasil, há cerca de 256 mil indústrias com mais de cinco funcionários. Portanto, é fundamental trabalharmos em parceria com as pequenas empresas, que são uma parte significativa do cenário industrial”, enfatizou.

Ele também anunciou que a jornada de inovação nas cinco regiões do país culminará em um Congresso de Inovação, previsto para projetar o futuro da indústria brasileira nos próximos dez anos.

A programação incluiu discussões sobre o fortalecimento do ecossistema de inovação regional, com a participação de startups, universidades e instituições de fomento. Renata Batista, gerente de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, destacou o crescente protagonismo dos empreendedores locais como um sinal do amadurecimento do ambiente de inovação no estado. “Estamos no caminho certo; essas startups e empreendedores estão se tornando protagonistas de suas próprias histórias”, afirmou.

Ela também ressaltou que o avanço do ecossistema está ligado ao maior acesso a instrumentos de financiamento e à aproximação entre universidades e o setor produtivo. “Temos um imenso potencial econômico e um bioma rico, e a ciência desempenha um papel central nesse contexto, com o Sebrae atuando como articulador desse movimento”, completou.

A programação de manhã incluiu o Embrapii Day, voltado à divulgação de instrumentos de fomento e oportunidades de apoio à inovação para empresas e instituições de pesquisa. Na sequência, um treinamento sobre propriedade industrial e inovação abordará a aplicação prática de estratégias para proteção tecnológica e competitividade empresarial. O evento também incluirá visitas técnicas a instituições que compõem o ecossistema de inovação de Belém, proporcionando uma imersão nas iniciativas voltadas para o desenvolvimento tecnológico e industrial da região.

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