Agrotóxicos atingem população vulnerável, alerta especialista
Por R3 Comunicação
A contaminação por agrotóxicos no Brasil atinge principalmente populações em situação de vulnerabilidade social, com recortes de gênero, raça e território. A avaliação é da arquiteta e urbanista Susana Prizendt, integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e do coletivo MUDA-SP.
Segundo a especialista, os mais expostos são povos negros e indígenas que atuam no campo, muitas vezes sem acesso a alimentos agroecológicos. “Se a fome tem gênero, raça e endereço, o veneno também”, afirmou durante homenagem ao cineasta Sílvio Tendler no São Paulo Food Film Fest 2025, após a exibição do documentário O Veneno Está na Mesa II.
O filme denuncia que, enquanto grandes empresas concentram lucros, trabalhadores rurais, moradores de áreas agrícolas e consumidores sofrem os impactos do uso intensivo de agrotóxicos, muitas vezes acima dos níveis recomendados.
Prizendt também criticou a falta de acesso a alimentos livres de veneno e o avanço dos ultraprocessados. Estudos da USP apontam que esses produtos já representam 23% da alimentação dos brasileiros. Pesquisa do Idec identificou resíduos de agrotóxicos em 59,3% de 27 ultraprocessados analisados, incluindo produtos destinados ao público infantil.
Da Redação da R3 Comunicação com informações da Agência Brasil