Amazônia mais forte: Debates da Fundação Perseu Abramo na COP 30
REGINALDO RAMOS e PEDRO MEDINA/R3 Comunicação
A Fundação Perseu Abramo promoveu um debate significativo sobre o desenvolvimento da Amazônia durante a COP 30, realizado em Belém, na quinta-feira, 04, na sede do Sindicato dos Bancários. O evento teve como lema “A floresta em pé sim, mas com seu povo também em pé”, refletindo a importância da integração entre a preservação ambiental e o bem-estar das comunidades locais.

Com a presença de especialistas, lideranças locais, acadêmicos e representantes de movimentos sociais do Partido dos Trabalhadores, o encontro teve a presidência de Paulo Okamotto. Durante sua apresentação, Okamotto destacou uma cartilha que aborda os principais temas da COP 30, enfatizando o compromisso do Brasil e do mundo com uma economia que respeita a vida, a justiça social e a integridade dos territórios. O objetivo é alimentar discussões que transcendam o evento internacional, promovendo um diálogo mais profundo sobre o modelo econômico da região e focando na melhoria da qualidade de vida da população local.

A cartilha aborda treze pontos essenciais que conectam a preocupação com as questões climáticas ao desenvolvimento econômico da Amazônia. Entre os pilares destacados estão a importância da integração regional, a consolidação de um mercado baseado em produtos locais, a aplicação de ciência e novas tecnologias, a segurança das fronteiras e o protagonismo das comunidades locais.

Personalidades influentes da política paraense, ligadas ao Partido dos Trabalhadores, marcaram presença no evento. Além de Paulo Okamotto, o deputado federal Airton Faleiro, o deputado estadual Elias Santiago, o superintendente da Sudam, Paulo Rocha, e o presidente da Funtelpa, Miro Sanova, concederam entrevistas ao Portal amazoniamais.tv.br, abordando pontos específicos da pauta discutida.
Em entrevista exclusiva, Paulo Okamotto ressaltou que a cartilha foi elaborada por um grupo de trabalho composto por membros do partido, incluindo a ex-governadora Ana Júlia Carepa e outros nomes proeminentes do PT nacional. Ele enfatizou que a realização da COP 30 em Belém representa uma oportunidade valiosa para construir uma agenda que promova a preservação ambiental e reafirme o compromisso mundial com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O deputado federal Airton Faleiro, presente no evento, enfatizou que a Fundação Perseu Abramo e a militância do PT terão a chance de cobrar, durante a COP 30, a responsabilidade de outros países em relação ao cumprimento do Acordo de Paris sobre emissões de gases poluentes. Ele também destacou a importância de garantir que as populações que preservam a Amazônia, como os povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, sejam visíveis e tenham acesso a políticas públicas. “Tem muita gente que está na floresta e ainda não recebeu energia, água tratada, internet e, muitas vezes, não tem escolas de ensino médio e superior”, ressaltou Faleiro.
O deputado estadual Elias Santiago agradeceu a presença do Portal amazoniamais.tv.br na cobertura do evento e frisou a relevância do PT em discutir grandes temas envolvendo a Amazônia. Ele se comprometeu a defender a preservação da natureza, citando como exemplo sua campanha contra a implementação de um lixão nas margens do rio Guamá, no município de Bujaru. “Manter a floresta em pé, com condições de vida para a população da Amazônia, é um compromisso global”, afirmou Santiago.
Miro Sanova, presidente da Funtelpa, elogiou a iniciativa da Fundação Perseu Abramo e o comprometimento do PT em discutir questões relacionadas à COP 30 e às mudanças climáticas no planeta.
Por fim, o superintendente da Sudam e ex-senador Paulo Rocha destacou, em entrevista ao Portal amazoniamais.tv.br, que a COP 30 na Amazônia será uma oportunidade para um diálogo abrangente sobre a alteração climática no planeta. Ele comentou que a Sudam tem participado de agendas que envolvem governadores dos Estados da Amazônia Legal em discussões sobre as questões pertinentes à conferência.
O evento da Fundação Perseu Abramo, portanto, se configurou como um espaço de diálogo e reflexão sobre o futuro da Amazônia, ressaltando a necessidade de um desenvolvimento que respeite tanto a floresta quanto as comunidades que dela dependem.
Fotos e vídeos: R3 Comunicação
