Cassinos e jogos de azar em votação no Congresso
Por Pedro Medina/R3 Comunicação/Foto: Agência Congresso Nacional
O brasileiro é tão entusiasta de jogos, que em 1892, o barão de Drummond criou, no Rio de Janeiro, o popular Jogo do Bicho, a fim de atrair visitas para o zoológico da Vila Isabel, que ele apadrinhava e depois foi adotado por todo Brasil. Em 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra, influenciado pela esposa católica, Dona Carmela, considerou ilegal o funcionamento de cassinos, que grassavam na cidade maravilhosa, ampliando a prostituição e os maus costumes, alegava ela.
Essas práticas resistiram aos tempos e aos rigores da lei, distribuindo benesses às autoridades locais e favorecendo o confronto entre quadrilhas.
Mas os tempos mudam, a sociedade evolui, e agora o Congresso Nacional analisa a liberação de cassinos, dos jogos de azar e do bingo, com o repúdio da bancada evangélica, que sempre mostrou-se desfavorável à aprovação.
As regulamentações, ainda em discussões, impõe regras rigorosas como ambientes de jogos apropriados para maiores de idade, grande capital de investimentos, alto padrão de luxo, conforto e maquinário, além do controle total das operações pelo Estado, a fim de conter a lavagem de dinheiro pelo crime organizado, artifícios que o país já utiliza com maestria.
O governo pretende taxar em 20% o imposto sobre a renda dos jogos e com isso aumentar os cofres do Ministério da Fazenda e dos estados também, em bilhões de reais anuais.
Cassinos, jogos de azar e apostas do jogo do bicho deverão ser legalizados e taxados, com exceção dos bingos comunitários e das quermesses das igrejas, que podem ficar livres de impostos, dependendo da vontade dos congressistas. Cidades com forte movimento turístico, estâncias minerais, resorts e grandes hotéis de luxo poderão finalmente instalarem suas casas de jogos, atrair turistas de todo mundo, gerar milhares de empregos e, eventualmente, deixar um sortudo milionário, nas cartas ou nas roletas.