UNAMAZ apresenta projetos de Bioeconomia e firma parcerias universitárias na COP 30

 UNAMAZ apresenta projetos de Bioeconomia e firma parcerias universitárias na COP 30

Da redação do Portal amazoniamais.tv.br / ASCOM UNAMAZ

A UNAMAZ (Associação das Universidades Amazônicas) segue promovendo diversos painéis durante a sua programação oficial, em pavilhão próprio, localizado na Zona Verde da COP30. A programação da UNAMAZ expõe uma série de debates e apresentações, tais como: Apresentação do Plano Estratégico 2025-2030 da associação. Debate sobre os efeitos das mudanças climáticas em crianças e adolescentes, contando com o relato de jovens indígenas do Peru. Discussões sobre o desenvolvimento de metodologias para programas de economia circular e seus benefícios climáticos colaterais.

Na última semana de Cop30, a UNAMAZ segue com eventos que alertam o público da COP30 sobre a importância da ciência e da informação para a Amazônia, com a participação de representantes de universidades e instituições como a UFPA, USP e o Instituto Amazonia+

O stand da UNAMAZ e BioTec-Amazônia na COP 30 recebeu, na tarde de segunda-feira (17), a apresentação de projetos inovadores que evidenciam o potencial da bioeconomia para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Entre os destaques estiveram o Projeto Maniva Tapajós e as pesquisas do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (LABTECS), iniciativas que ampliam a produção, qualificam processos e diversificam o mercado de produtos amazônicos.

O Projeto Maniva Tapajós, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) em parceria com instituições como a Embrapa, surgiu para solucionar um desafio recorrente enfrentado por produtores rurais: a dificuldade de plantio da maniva, que frequentemente apodrecia ainda na raiz. A partir da melhoria genética das sementes, com garantia fitossanitária, agricultores do sudoeste do Pará passaram a cultivar áreas mais extensas, aumentando a produtividade e fortalecendo a cadeia de comercialização. Atualmente, o projeto atua em seis municípios, oferecendo capacitação e suporte técnico a agricultores locais.

Durante a apresentação, o Presidente Pro Tempore da UNAMAZ, professor José Seixas Lourenço, destacou o alto potencial das iniciativas para captação de investimentos. Ele também informou que representantes de agências de fomento visitarão o stand na próxima quarta-feira (19) para conhecer discutir e, se for o caso, financiam projetos de sustentabilidade, bioeconomia, transição climática, descarbonização e créditos para pequenos negócios. Outro destaque foi o trabalho do LABTECS, sediado na Universidade Federal do Pará (UFPA), que busca solucionar desafios persistentes da cadeia produtiva do açaí. Atualmente, enquanto a polpa é valorizada, grande quantidade de resíduos é descartada ou queimada.

O laboratório identificou nesses subprodutos compostos de alto valor biotecnológico, como a antocianina, utilizada na formulação de anti-inflamatórios, e desenvolve tecnologias para seu aproveitamento nas áreas farmacêutica e cosmética.
A tecnologia supercrítica — que atua modificando temperatura e pressão para levar os compostos ao estado supercrítico — permite extrair, de forma eficiente e altamente seletiva, os componentes mais puros de frutos regionais como muruci, cupuaçu e outros. Essa técnica amplia as possibilidades de inovação e agrega valor à bioeconomia amazônica.


Encerrando a programação, a UNAMAZ promoveu um debate sobre cooperação científica e sustentabilidade, com a participação da vice-reitora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Loiane Prado; do representante do Centro de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos (GLIP/USP), Gerson Damiani; e do presidente do Instituto Amazônia+, o jornalista Reginaldo Ramos. Os participantes ressaltaram a importância da articulação entre universidades e instituições estratégicas para a construção de soluções compartilhadas para a região.


A vice-reitora da UFPA, Loiane Prado, destacou o papel articulador da UNAMAZ:
“É um papel estratégico e relevante nesse sentido de avanço da cooperação nacional e internacional, fortalecendo, consequentemente, as nossas universidades da Amazônia, nesse contexto histórico que estamos vivendo com a COP30.”


Já Gerson Damiani, diretor executivo do GLIP-USP, reforçou o compromisso da Universidade de São Paulo (USP) em buscar parceria e oportunidades de cooperação cientifica com instituições de pesquisas, universidades e com o setor privado. “A USP se sente absolutamente honrada em poder estar cooperando com a UFPA em ações presentes e vindouras. Reunir-nos aqui, nesse fórum da UNAMAZ, permite expandir os horizontes rumo a um futuro que nós podemos construir juntos e mais fortes.”

O presidente do Instituto Amazônia+, e CEO do portal “amazôniamais.tv.br, o jornalista Reginaldo Ramos, agradeceu a oportunidade e defendeu a difusão das experiencias cientificas realizadas na Amazônia paraense. Reginaldo destacou o projeto “Pensar Amazônia” que busca traduzir, em linguagem acessível, conteúdos de teses e dissertações de professores e estudantes de instituições de pesquisa. O objetivo do projeto é difundir e popularizar a Amazônia paraense como um celeiro de experiências científicas, promovendo uma compreensão mais ampla e profunda dessa região.

A primeira temporada do “Pensar Amazônia” já está sendo executada com elaboração de oito documentários em vídeo retratando as principais ações voltadas ao meio ambiente e a sustentabilidade através de pesquisas e ensaios de novas modelagens sociais e ambientais.

De acordo com Reginaldo, o “Pensar Amazônia” é direcionado principalmente à comunidade acadêmica, incluindo professores, pesquisadores e estudantes. Além disso, busca instituições parceiras como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Instituto Evandro Chagas, a Unamaz e a USP. “A Amazônia desenvolve, através de suas diversas instituições educativas, científicas e de pesquisas, uma gama de informações e conteúdo que devem ser disponibilizados na troca de informações absolutamente indispensáveis na busca de soluções conjuntas para o convívio seguro entre o ser humano e a natureza”, aponta Reginaldo.

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