Pará deve receber parte dos R$ 95 milhões destinados à Região Norte com retomada da política audiovisual

 Pará deve receber parte dos R$ 95 milhões destinados à Região Norte com retomada da política audiovisual

Por ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação

O Governo Federal retomou a Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, iniciativa coordenada pelo Ministério da Cultura e pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), que promete injetar mais de R$ 630 milhões no setor em todo o país. Desse total, R$ 519,5 milhões são provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), considerado um dos principais instrumentos de fomento à cadeia produtiva do audiovisual brasileiro.

Para a Região Norte, onde está inserido o Estado do Pará, está previsto um montante de R$ 95 milhões. Esse valor será distribuído entre os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, além de capitais estratégicas como Manaus, Macapá, Boa Vista e Palmas. Embora o detalhamento por estado ainda dependa de regulamentação específica e da apresentação de projetos, o Pará aparece como um dos principais beneficiados pelo volume de recursos destinado à região.

A política funciona por meio de uma parceria entre o Governo Federal, estados e municípios, combinando recursos do FSA com contrapartidas locais. Esse modelo amplia significativamente a capacidade de investimento, permitindo que projetos antes inviáveis saiam do papel, especialmente fora dos grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.

No caso do Pará, o impacto esperado é significativo. Os recursos poderão ser aplicados em diversas frentes do setor audiovisual, incluindo produção de curtas e médias-metragens, conteúdos voltados à infância, animação, jogos eletrônicos, além de ações de formação, pesquisa, difusão cultural e preservação da memória audiovisual. Também há espaço para o fortalecimento de cineclubes e núcleos criativos, o que pode ampliar o acesso à cultura e gerar novas oportunidades para profissionais locais.

A retomada da política, que não era executada desde 2018, é vista como estratégica para descentralizar os investimentos e estimular economias regionais. Segundo o Ministério da Cultura, o audiovisual tem papel relevante na geração de emprego, renda e inclusão social, além de contribuir para a valorização das identidades culturais brasileiras.

Com esse novo ciclo de investimentos, o Pará se posiciona como um dos estados com potencial de expansão no setor, especialmente pela diversidade cultural e pela crescente produção independente. A expectativa é que, com acesso aos recursos federais, o estado amplie sua participação no cenário audiovisual nacional e fortaleça sua cadeia produtiva nos próximos anos.

Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Roberto Barbosa

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