Convênio de R$ 2,2 milhões fortalece combate a pragas agrícolas e amplia defesa agropecuária no Pará

 Convênio de R$ 2,2 milhões fortalece combate a pragas agrícolas e amplia defesa agropecuária no Pará

PARCERIA ENTRE ADEPARÁ E MINISTÉRIO DA AGRICULTURA REFORÇA AÇÕES EMERGENCIAIS CONTRA AMEAÇAS QUE PODEM COMPROMETER A PRODUÇÃO AGRÍCOLA E A RENDA DE MILHARES DE PRODUTORES

Por ROBERTO BARBOSA/R3 Comunicação

Em um movimento estratégico para fortalecer a sanidade da produção agrícola, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) firmaram ontem (4), em Belém, um convênio de cooperação técnica no valor de R$ 2,2 milhões. O acordo tem como objetivo ampliar as ações de emergência fitossanitária em todo o território paraense ao longo de 2026.

A assinatura do convênio ocorreu na sede da Adepará e reuniu representantes do governo federal e estadual, além de técnicos da área de defesa agropecuária. O recurso será destinado a ações de prevenção, monitoramento e combate a pragas agrícolas, consideradas ameaças diretas à produção rural e à economia do estado.

Entre as autoridades presentes estavam o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, representando o ministro Carlos Fávaro; o coordenador-geral de Proteção de Plantas do Ministério, Ricardo Hilman; o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará, Giovanni Queiroz; o secretário de Agricultura Familiar, Cássio Pereira; e o superintendente federal de Agricultura no Pará, Otávio Durans.

FORTALECIMENTO DA DEFESA AGROPECUÁRIA

Conforme o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, o convênio representa um passo importante para consolidar a cooperação entre os governos estadual e federal, permitindo ampliar a capacidade de resposta diante de possíveis ameaças fitossanitárias.

Segundo ele, a iniciativa permitirá reforçar a presença da defesa agropecuária no campo, garantindo maior segurança à produção agrícola e assegurando que os produtores continuem tendo acesso a mercados, geração de renda e manutenção de empregos.

“O convênio reafirma a parceria institucional entre a Adepará e o Ministério da Agricultura, fortalecendo a atuação frente às emergências fitossanitárias e garantindo que as pragas fiquem longe da produção rural do Pará”, destacou.

INVESTIMENTOS EM ESTRUTURA E FISCALIZAÇÃO

Os recursos do convênio serão aplicados na modernização da estrutura operacional da Adepará, incluindo aquisição de veículos, equipamentos e instrumentos técnicos, além do custeio de atividades de fiscalização e monitoramento em áreas estratégicas do estado.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, ressaltou que os avanços do Brasil como potência agrícola mundial dependem diretamente do trabalho técnico realizado nos estados.

Segundo ele, o convênio permitirá fortalecer a atuação da Agência paraense, ampliando a eficiência no controle de pragas e na proteção das cadeias produtivas.

“Os recursos federais ajudarão a estruturar melhor a Agência e capacitar servidores, aumentando a capacidade de resposta da defesa agropecuária no Pará”, afirmou.

APOIO DIRETO AOS PRODUTORES

Para o secretário da Sedap, Giovanni Queiroz, a parceria demonstra o reconhecimento do papel estratégico da defesa agropecuária para o desenvolvimento rural e para a proteção dos produtores, especialmente os pequenos agricultores.

Ele destacou que o estado possui um órgão estruturado e eficiente na área de fiscalização e sanidade vegetal, responsável por garantir segurança à produção agrícola e proteger o patrimônio produtivo paraense.

ESTRUTURA PRESENTE EM TODO O ESTADO

A Adepará é responsável por planejar e executar as políticas públicas de defesa agropecuária no Pará. Atualmente, a instituição mantém uma ampla estrutura de atuação, com 20 unidades regionais, 178 escritórios locais de sanidade agropecuária e 14 postos fixos de fiscalização, distribuídos pelas principais regiões do estado.

Essa rede permite o acompanhamento permanente das lavouras, a fiscalização do trânsito de produtos agropecuários e o controle sanitário em áreas estratégicas da produção rural.

PRINCIPAIS AMEAÇAS MONITORADAS

As ações previstas no convênio também reforçarão o enfrentamento de três emergências fitossanitárias consideradas prioritárias no estado:

Vassoura-de-bruxa da mandioca – praga que já provocou prejuízos no estado do Amapá e pode gerar impactos sociais, econômicos e ambientais, devido à importância da mandioca na alimentação e na economia rural.

Mosca-da-carambola – alvo de monitoramento permanente na divisa com o Amapá, por meio de armadilhas, barreiras volantes e fiscalização contínua para proteger a fruticultura regional.

Monilíase – doença que afeta o cacaueiro e o cupuaçuzeiro e pode comprometer a produção de cacau. O Pará atualmente lidera a produção nacional de amêndoas de cacau.

O coordenador do Ministério da Agricultura, Ricardo Hilman, destacou que o trabalho conjunto entre o governo federal e a Adepará tem sido fundamental para prevenir a entrada dessas pragas no estado.

AGRICULTURA FAMILIAR MOVIMENTA BILHÕES

A diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, ressaltou que as cadeias produtivas associadas às culturas monitoradas possuem grande importância econômica para o Pará.

Segundo ela, essas atividades são majoritariamente conduzidas pela agricultura familiar e movimentam aproximadamente R$ 10 bilhões por ano, ocupando cerca de 600 mil hectares de área produtiva.

Para a gestora, o reforço de recursos permitirá ampliar a presença da defesa vegetal no campo, garantindo maior proteção às lavouras e mais segurança aos produtores.

Com o novo convênio, o governo estadual e o Ministério da Agricultura esperam consolidar um sistema ainda mais eficiente de vigilância fitossanitária, contribuindo para manter o Pará competitivo no cenário agrícola nacional e preservar a sustentabilidade da produção rural.

Fotos: Adepará e Agência Pará de Notícias

Roberto Barbosa

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